Namore uma garota que lê - Rosemary Urquico

 
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado por um autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de serem interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. "Ao crescerem quem sabe lerão O mundo de Sofia" (acréscimo nosso).Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.


Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

Fontes: 
Original 
Tradução

SciELO Books oferece obras com acesso aberto e gratuito


  Inicialmente, o portal reunirá cerca de 200 títulos, distribuídos mais ou menos igualmente entre as editoras das três universidades. A partir do lançamento, a expectativa é que a coleção possa contar com a adesão de outras editoras acadêmicas.

Para integrar o portal, as editoras e as obras são selecionadas de acordo com padrões de controle de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos são formatados de acordo com padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações.

A publicações poderão ser lidas por meio de plataformas de e-books, tablets, smartphones ou na tela de qualquer computador, acessadas diretamente do portal ou de buscadores na internet, como o Google, e também serão publicadas em portais internacionais.

“A ideia é contribuir para desenvolver infraestrutura e capacidade nacional na produção de livros em formato digital e on-line, seguindo sempre o estado da arte internacional”, explicou Packer.

Segundo ele, a plataforma metodológica e tecnológica desenvolvida para publicação de livros eletrônicos para a coleção da SciELO Brasil deverá ser utilizada por outros países que formam a rede SciELO para publicar suas coleções nacionais, com gestão autônoma.

Venda de livros

Além das obras com acesso aberto e gratuito, o portal SciELO Livros também possui uma área na qual será possível ao usuário comprar obras das editoras integrantes do projeto no formato e-book.

“A venda deverá ser uma das fontes de recursos financeiros previstos na operação autosustentável do portal. Isso representa uma novidade para o SciELO, que tem acesso totalmente aberto para os seus periódicos. Entretanto, o número de livros em acesso aberto deverá predominar”, disse Packer.

Fonte: Exame


Acessar

Patentes, Pesquisa & Desenvolvimento: um manual de propriedade intelectual



Em um país de industrialização recente, como é o caso do Brasil, há ainda um conhecimento limitado sobre o papel e as funções dos sistemas de propriedade intelectual, em especial as patentes de invenção da propriedade industrial. Escrito por especialistas, este manual se propõe a divulgar o potencial do sistema de proteção e informação do conhecimento técnico para o alcance dos objetivos do projeto de pesquisa e desenvolvimento. Esclarecedor, fornece subsídios essenciais para pesquisadores e todos os envolvidos, ou para aqueles que simplesmente desejem obter ampla gama de informações e orientações acerca de tão relevante assunto.


Zen e a Arte da crítica construtiva



Segue a tradução de um artigo entitulado "Zen and the Art of Constructive Criticism" Escrito por que aborda a cultura da crítica, tão presente em nossos dias e inofensiva ou não para aqueles que com elas sabem lidar:

"Se houvesse um único conselho que eu daria para novos profissionais que entram no campo da biblioteconomia seria desenvolver a habilidade de fazer e receber críticas. Isso não é algo que eu tenho sido capaz de encontrar nos currículos dos cursos de biblioteconomia, programas de cursos a distância ou panfletos de conferências. Embora não sejamos formalmente educados na arte da crítica, os profissionais de biblioteca são obrigados a fornecer e aceitar o feedback em uma variedade de situações diferentes. Por exemplo, podemos participar em fazer e receber críticas de e para os colegas, supervisores e pupilos e em outras situações (para eleições, durante as observações em um treinamento, quando fornecemos referências de trabalho, durante a revisão por pares, avaliações anuais, etc.)
Mesmo quando direcionada de forma construtiva, a crítica pode ser um fardo pesado, particularmente para os novos profissionais que entram no campo. A nossa hesitação para educar e engajar em modelos de feedback positivos é sintomático de uma visão preto e branca do mundo. Na biblioteconomia, essa visão se manifesta através de dualidades como catalogação ou serviços públicos; centrados no usuário ou presos no passado; inovador ou resistente à mudança; colegas que nos amam ou nos odeiam. A comunicação é vista como boa ou má, com o delineamento muitas vezes feito em segundos com base na reação instintiva e o contexto em torno de uma determinada situação ou pessoa envolvida. Mas cada situação tem os seus tons de cinza. Embora nós não sejamos nossas ideias e não sermos nossas palavras, muitas vezes colocamos um senso de propriedade e identidade na comunicação. A parte difícil é quando precisamos nos separar aquilo que dizemos daquilo que ouvimos [...] "

O artigo segue e revela ainda:

Por que a crítica é ameaçadora?

Quais as razões certas e erradas para a crítica ?

Razões erradas para crítica:
• defender/desculpar seu próprio comportamento
• para desmoralizar/condenar
• você está de mau humor
• para satisfazer uma terceira pessoa
• para fazer você parecer superior/poderoso

Razões corretas para crítica:
• Comprometimento/preocupação por outrem
• Senso de responsibilidade
• Para educar/tutelar
• Para dar suporte/engrandecer


Como receber e lidar com a crítica construtiva ou não?

Por fim, revela que é preciso ter força emocional e tato para evitar o conflito, embora o importante seja comunicar de forma construtiva, a fim de avançar nos preceitos e paradigmas da profissão e da construção de relacionamentos que aprendam também a primazia da capacidade de dar e receber críticas construtivas ou não!

Texto Original

Texto Completo Tradudizo por Moreno Barros


Foco sempre e saudações a Moreno Barros pela iniciativa

Jorge Cativo

Professor Mirleno Monteiro é aprovado em qualificação de mestrado na UFAM


Precisei exaltar minha alegria à alguém que aprendi a ter como um grande exemplo para conseguir dar sentido a esse mundo abstrato de pessoas, idéias, valores e concepções, que cercam a multiplicidade cultural do universo científico.

É notável que na tarefa de aprender, há uma necessidade vital do aprendiz querer e poder estar na mesma sintonia e direção daquele que se propõe a ensiná-lo. Educar por sua vez, é ir bem mais além de ministrar saberes para conseguir ultrapassar as barreiras de um processo cognitivo que nunca deixará de ter suas limitações.

Salve a existência de pessoas que na sua batalha de transmitir saberes, os tornam não apenas notações sem sentido, mas dotados de uma idéia que além de trazer convicções, não se apagam da memória como sementes plantadas em solos inférteis.

E nessa caminhada, ensinam a quem busca aprendizado efetivo, o observar esse mundo científico de maneira diferente, interativa e participativa eacima de tudo comunicativa. Comunicar é preciso. Publicar também.

Publicar ou morrer em uma tríade de planos que para muitos se torna apenas uma ímpar representação  notacional que desconhece e não invade o mundo das idéias, das percepções humanas sobre as coisas mutáveis, transformáveis e investigáveis.

Nesse envolto de dedicação ao ensino e dedicação a uma aprendizagem suprema, alegra-me saber da postura daqueles que conseguem construir um limite aparentemente invisível entre ser um sonhador e também reconhecer os afagos amargos das adversidades da vida. E é exatamente por isso que se tornam pessoas que são um exemplo de caminho a ser trilhado.

Que hoje, ao receber diversos elogios escritos, palavras e saudações misturadas a emoções, de amigos e de uma família distante ao se orgulhar e a querer te abraçar, que percebas que acima de tudo o que te trouxe e ainda vai te levar a merecer tudo isso e muito mais:
"...é essa incansável e indubitável certeza de que essa batalha, nunca esteve perdida !"

Minha Homenagem ao professor Mirleno Lívio Monteiro de Jesus,  aprovado na qualificação de Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas

De seu discípulo e amigo Jorge Cativo

Foco sempre!

Lei de acesso à informação entra em vigor

Confira alguns pontos da Lei que dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal. Subordinam-se ao regime desta Lei: I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público; II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

 DIRETRIZES BÁSICAS
I- observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações;
III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação;
IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública;
V - desenvolvimento do controle social da administração pública.

TERMOS E CONSIDERAÇÕES
I - informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
II - documento: unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato;
III - informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
IV - informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;
V - tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação;
VI - disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados;
VII - autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema;
VIII - integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino;
IX - primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.  

DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO
Dá direito e garantias sobre a obtenção de:
I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada;
II - informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos;
III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado;
IV - informação primária, íntegra, autêntica e atualizada;
V - informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços;
VI - informação pertinente à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação, contratos administrativos;
VII - informação relativa: A partir de agora é dever dos órgãos e entidades públicas promover, independentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas, devendo utilizar todos os meios e instrumentos legítimos de que dispuserem, sendo obrigatória a divulgação em sítios oficiais da rede mundial de computadores.

DOS SITIOS E SEUS REQUISITOS

Esses sítios deverão atender aos seguintes requisitos:
I - conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão;
II - possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos e não proprietários, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações;
III - possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina;
IV - divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da informação;
V - garantir a autenticidade e a integridade das informações disponíveis para acesso;
VI - manter atualizadas as informações disponíveis para acesso;
VII - indicar local e instruções que permitam ao interessado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entidade detentora do sítio; 
VIII - adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilidade de conteúdo para pessoas com deficiência

O acesso a informações públicas será assegurado mediante:
I - criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local com condições apropriadas para: a) atender e orientar o público quanto ao acesso a informações; b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações;
II - realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de divulgação.

DO PROCEDIMENTO DE ACESSO À INFORMAÇÃO


Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter exigências que inviabilizem a solicitação. Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.

São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível. Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:

I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido;
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação.

O prazo referido poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, mediante justificativa expressa, da qual será cientificado o requerente. Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da legislação aplicável, o órgão ou entidade poderá oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a informação de que necessitar.
Quando não for autorizado o acesso por se tratar de informação total ou parcialmente sigilosa, o requerente deverá ser informado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua interposição, devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua apreciação.

A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, caso haja anuência do requerente. Caso a informação solicitada esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou em qualquer outro meio de acesso universal, serão informados ao requerente, por escrito, o lugar e a forma pela qual se poderá consultar, obter ou reproduzir a referida informação, procedimento esse que desonerará o órgão ou entidade pública da obrigação de seu fornecimento direto, salvo se o requerente declarar não dispor de meios para realizar por si mesmo tais procedimentos.

O serviço de busca e fornecimento da informação é gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de documentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais utilizados.

Nesses casos, estará isento de ressarcir os custos previstos no caput todo aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei no 7.115, de 29 de agosto de 1983.

Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação possa prejudicar sua integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta confere com o original.

Na impossibilidade de obtenção de cópias, o interessado poderá solicitar que, a suas expensas e sob supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em risco a conservação do documento original. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia.

DAS RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais. As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso. Critérios e Classificação

São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de classificação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam:

I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional;
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais;
III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população;
IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País;
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças Armadas;
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento científico ou tecnológico, assim como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse estratégico nacional;
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares;
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.

A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada.

DOS PRAZOS

Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes: I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos; II - secreta: 15 (quinze) anos; e III - reservada: 5 (cinco) anos.

DOS RECURSOS


No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência. Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.

Negado o acesso a informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o requerente poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias se:
I - o acesso à informação não classificada como sigilosa for negado;
II - a decisão de negativa de acesso à informação total ou parcialmente classificada como sigilosa não indicar a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de acesso ou desclassificação;
III - os procedimentos de classificação de informação sigilosa estabelecidos nesta Lei não tiverem sido observados;
IV - estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei.

O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido à Controladoria-Geral da União depois de submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior àquela que exarou a decisão impugnada, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias.

Verificada a procedência das razões do recurso, a Controladoria-Geral da União determinará ao órgão ou entidade que adote as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto nesta Lei.

Negado o acesso à informação pela Controladoria-Geral da União, poderá ser interposto recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações.


Foco sempre!

Jorge Cativo

Resumo Indicativo: O acesso à informação como requisito para o exercício da cidadania.



BATISTA, Roseli Araújo. O acesso à informação como requisito para o exercício da cidadania. Disponível em: < http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/O_acesso_%C3%A0_informa%C3%A7%C3%A3o_como_requisito_para_o_exerc%C3%ADcio_da_cidadania_-_Roseli_Ara%C3%BAjo_Batista >. Acesso em 16 abril. 2012.

Discute aspectos da cidadania ligados a educação e ao acesso a informação. Relata a partir de um contexto histórico, a evolução tecnológica associada aos mecanismos da informação e dos meios de comunicação, lamentando que grande parte da população não seja efetivamente beneficiada por este processo. Comenta que a UNESCO sugere novos rumos para o processo de disseminação da informação. Alerta sobre a necessidade de ofertas de vantagens, oportunidades e acesso a informação por meio de modelos e métodos que valorizem os direitos do coletivo. Associa a cidadania a um processo de participação social de indivíduos, que através da luta por seus interesses e conquistas, acabam por ampliar suas benesses como cidadãos. Salienta que na década de 90, surgem tentativas de organização que buscam a satisfação de anseios e necessidades de um grupo ou comunidade com interesses comuns. Revela que a livre escolha e a busca e oferta de oportunidades pode trazer pontos positivos ao processo de desenvolvimento dos grupos sociais. Traça um paralelo entre países como a Finlândia, Austrália e Estados Unidos em relação aos países africanos e latinos onde o uso de fontes informacionais e meios de comunicação contribuem ou distanciam as suas populações do exercício da cidadania. Lamenta a existência de desigualdades, exemplificando a discriminação racial crescente mesmo em países que apresentam índices elevados de desenvolvimento. Ilustram dados sobre a expansão da internet, mostrando que o crescimento dos internautas está diretamente ligado ao fator de poder que o acesso as informações a eles ofertadas exerce, em detrimento daqueles que a grande rede se faz inacessível. Declara a necessidade de conscientização política, social, econômica e educacional das comunidades excluídas socialmente, para tentar garantir diversos direitos que a estas são garantidas por lei. Finaliza ressaltando que sem educação, sem informação, sem liberdades de escolhas e sem oportunidades, os indivíduos acabam se tornando alvo passivo de decisões impostas, quando seu papel verdadeiro era ser agente participativo da construção dessas mesmas decisões.

Por Edinara Sobrinho
nara.sds@gmail.com
Discente de Biblioteconomia / UFAM-AM

Sobre mudanças e Livros - Profº. Odenilso Sena




Minha mãe diria: “Sossega o facho, menino”. De fato, eu ando com o facho sossegado num cantinho nos últimos anos, mas sempre gostei de mudanças. Devo ter descoberto e alimentado essa incomum predileção com mãe, campeã de mudanças no bairro de São Raimundo, conforme já tive oportunidade de registrar por aqui. Jean e Jansen, os filhos mais velhos e fiéis escudeiros de minhas arribações, já me olhavam com aquele sorriso de certeza no canto da boca. De novo, pai! O que, para muitos, pode representar um atravancado processo, pra mim é motivo de enorme sentimento de aventura e reinvenção. O lado bom de uma mudança não está, naturalmente, na hora de transportar os bregueços. Afinal, a cada arribada a gente descobre, com inocente surpresa, o quanto eles se acumularam sem que nos déssemos conta disso. O lado encantador, pelo menos pra mim, está na rearrumação dos bregueços no novo espaço. No que tange particularmente aos livros, não tenho nenhuma pressa em lhes oferecer um novo abrigo na estante. Levo meses, até anos realizando com zelo e parcimônia essa deliciosa tarefa. São momentos de tantas redescobertas! Livros antigos e já esquecidos pela chegada dos mais novos ganham um significado afetivo e histórico, como se vivêssemos o reencontro de velhos amigos. Querem ver alguns desses últimos momentos? Foi assim que me voltou às mãos uma edição de 1966 do livro de contos “Mundo mundo vasto mundo” do amigo professor Carlos Gomes, esquecida desde a mudança anterior. Outro momento cercado de emoção foi o reencontro com “Estrela da vinda inteira”, do meu poeta predileto Manuel Bandeira, lançado em 1974 pela José Olympio Editora. Lá estava uma de minhas marcas de leitor. A ponta lateral superior direita de algumas páginas dobradas indicando meus poemas preferidos. “Irene preta/Irene boa/Irene sempre de bom humor”. Que boa surpresa! 31ª edição, de 1971, da Livraria São José, Rio de Janeiro, em papel jornal, do clássico “Eu” do poeta Augusto dos Anjos. Pura relíquia. Pura coincidência? Guiado pela marca no canto da página, abro justo em “Versos Íntimos”, de 1901. “A mão que afaga é a mesma que apedreja”. E as crônicas de Cecília Meireles? Há quanto tempo não afagava “Escolha o seu sonho”! Abro aleatoriamente, escolho o meu e lá está a doce poetisa brincando com seu tempo: “Até os bondes, que mereciam a minha confiança, deram para sair dos trilhos”. Fascinante reencontro com Clarice Lispector. “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres”. Pra mim, o melhor de todos! Melhor ainda verificar – e essa é outra mania de eu leitor – que, nas margens, com minha desengonçada letra, há uma verdadeira reinvenção da obra com as tantas anotações e comentários sobre cada página lida. Há quem não goste. Eu adoro mudanças.

O autor é professor da Universidade Federal do Amazonas.

Cosmos - A Persistência da Memória - Parte 5



Um documentário que adentra no cérebro humano e é capaz de permitir um embarque de todas as nossas viagens cósmicas. Trata de um repositório de informação, como são os genes que evoluíram muito mais cedo e os livros que despontaram muito mais tarde.
Ele nos mostra uma caminhada pelo cérebro humano para que testemunhemos a arquitetura do pensamento.

O documentário completo tem cerca de 60 minutos e parte dele é retratado nesta quinta parte pelo Dr. Sagan, que penetra em uma espécie de Biblioteca cerebral, onde estão armazenados trilhões de bits de informação. Os livros nos permitem uma conexão com o tempo e com a história.

Um pouco da informação existente nos nossos genes, nos nossos cérebros e nas nossas bibliotecas...Uma visão interessante sobre as bibliotecas, os livros e a forma de ver, entender e estudar a história.

Foco sempre!

Jorge Cativo

Holmes: descobrindo a Ciência da Informação por você!



No último concurso que prestei, verifiquei uma questão relativa as vantagens da aplicação denominada Open Archives associada ao âmbito da produção de conhecimento científico. Nesse sentido, o livre acesso à informação científica, através da criação de sistemas que armazenem conteúdos, como artigos acadêmicos por exemplo, podem indicar também a característica primordial a que esses tipos de sistemas se propõe a cumprir: a interoperabilidade entre sistemas semelhantes.

O conceito de Open Archives baseia-se nas premissas de que a informação científica deve ser corretamente publicada, facilmente localizada e livremente utilizada, principalmente quando é produzida sob fomento público.

Neste cenário, cresce a necessidade do desenvolvimento e promoção de padrões de interoperabilidade, isto é, operação colaborativa de diversos atores diferentes em um mesmo contexto, em vistas à facilitação e disseminação de conteúdos científicos.

Um exemplo dessa desse crescimento é o Holmes, um produto de um projeto que visa indexar os periódicos de Ciência da Informação, Arquivologia, Biblioteconomia e áreas correlatas.

Veja os periódicos e a quantidade de registros incorporados em um só lugar por meio do Holmes:

Archivaria (2295 registros)
Archive Ouverte en Sciences de l'Information et de la Communication (966 registros)
Arquivística.Net (55 registros)
Australian Library and Information Association e-prints (2785 registros)
CaltechLIB: Caltech Library System Papers and Publications (47 registros)
Diálogo Científico - Ciência da Informação (664 registros)
DLIST, Digital Library of Information Science and Technology (1297 registros)
E-LIS E-prints in Library and Information Science (7667 registros)
Evidence Based Library and Information Practice (532 registros)
First Monday (1152 registros)
First workshop on eprints in Library and Information Science (263 registros)
Inclusão Social (51 registros)
Informação & Sociedade: Estudos (351 registros)
International Conference on Dublin Core and Metadata Applications, (0 registros)
International Journal of Education and Development using Information and Communication Technology (164 registros)
Librarians' Digital Library (376 registros)
Liinc em revista (43 registros)
mémSIC - Mémoires de 3o cycle en SIC (125 registros)
OCLC Research Publications (349 registros)
Perspectivas em Ciência da Informação (503 registros)
Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia (719 registros)
Ponto de Acesso (18 registros)
Repositório da Associação Portuguesa de Sistemas de Informação (498 registros)
Repositorio digital del Departamento de Biblioteconomía y Documentación - Universidad Carlos III de Madrid (75 registros)
Revista ACB (183 registros)
Revista da Ciência da Informação (523 registros)
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da informação (94 registros)
Revista Em Questão (88 registros)
Revista FAMECOS: mídia, cultura e tecnologia (176 registros)
Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (305 registros)
SILS Electronic Theses and Dissertations (420 registros)
Temaria - Revistas digitales de biblioteconomía y documentación (2665 registros)
Transinformação (121 registros)
University of Technology, Sydney (388 registros)

O Holmes foi criado e implantado pela Profa. Dra. Nanci Oddone (ICI/UFBA) e Ricardo Sodré Andrade(ICI/UFBA), no âmbito do Grupo de Estudos em Políticas de Documentação e Informação, utilizando o software PKP OAI Harvester, do Public Knowledge Project, The University of British Columbia.

Enquanto ferramenta que possibilita acesso a textos acadêmicos (não é um repositório), consegue dispor à busca aproximadamente 12.300 (doze mil e trezentos) trabalhos em CI, pesquisados por títulos, autores, resumos ou termos indexados, o que demonstra sua funcionalidade e utilidade, pois evita a necessidade de se percorrer e efetuar buscas isoladas nos sistemas de cada um dos provedores de dados (repositórios, periódicos etc.) cadastrados em seu sistema, atentando para o fato de que boa parte dos trabalhos apresentados na busca passou pelo processo de avaliação pelos pares (peer-review).

Conheçam, acessem e descubram, ou melhor, deixem que o Holmes descubra a Ciência da Informação por você!

http://www.holmes.feudo.org/

Foco sempre!

Jorge Cativo

SERVIÇO DE REFERÊNCIA: so presencial ao virtual



Este livro nao trata simplesmente de uma reflexão teórica sobre o assunto, mas de uma análise muito concreta do aparato da referência [...]. Longe de contrapor a referência clássica, a que se exerce na modalidade presencial, à sua versão virtual, ele mostra muito bem que esta descobre e se aprofunda mais do que a primeira conseguia com seus limitados recursos. Por intermédio da problemática da referência ele mostra que, permanecendo fiéis à sua inspiração primeira e com um pouco de inovação, as bibliotecas podem perfeitamente acompanhar as novas exigências da sociedade do conhecimento. [...] Patrick Bazin [No prefácio.]

Jean-Philippe Accart é pesquisador da Bibliothèque et Archives de la Ville de Lausanne (Suíça) e diretor de estudos do mestrado de arquivologia, biblioteconomia e ciência da informação das universidades de Berna e Lausanne. Iniciou suas atividades no campo da ciência da informação em 1983, primeiro na França e depois na Suíça. Com vários livros e artigos publicados, mantém o sítio www.jpaccart.ch.


Sumário

Serviços de referência presenciais
Introdução
Origem e situação atual dos serviços de referência
1 O que é um serviço de referência presencial?
2 Qual serviço de referência para qual instituição?
3 A política de referência
4 A abordagem de projeto no serviço de referência presencial
5 O projeto arquitetônico do serviço de referência
6 A coleção de referência
7 A equipe de referência
8 Deontologia e responsabilidade jurídica do profissional de referência
9 Organização e funcionamento do serviço de referência
10 O trabalho de referência
11 A função de referência
12 A entrevista de referência
13 A pesquisa de informação
14 Os produtos de informação no serviço de referência
Conclusão da parte i. O futuro dos serviços de referência presenciais

Serviços de referência virtuais
Introdução
1 O que é um serviço de referência virtual?
2 A referência virtual num ambiente digital
3 Estudo de viabilidade para a criação de um serviço de referência virtual
4 Implantação do serviço de referência virtual: aspectos normativos e legais
5 Implantação do serviço de referência virtual: aspectos técnicos (1)
6 Implantação do serviço de referência virtual: aspectos técnicos (2)
7 Implantação do serviço de referência virtual: aspectos técnicos (3)
8 Implantação do serviço de referência virtual: aspectos organizacionais
9 A rede de referência virtual colaborativa
Conclusão da parte ii. Valor agregado do serviço de referência virtual

Serviços de referência presenciais e virtuais: aspectos comuns

1 A economia dos serviços de referência
2 Quadro de indicadores de desempenho do serviço de referência
3 Serviços de referência — objetivo: qualidade
4 O marketing dos serviços de referência
5 A comunicação no serviço de referência
Conclusão geral: o futuro é virtual

Anexos
1 Revistas especializadas
2 Sítios na internet
3 Aplicativos para mensagens instantâneas
4 Siglas e abreviaturas
5 Glossário

Índice


INFORMAÇOES COMPLEMENTARES
SERVIÇO DE REFERÊNCIA: DO PRESENCIAL AO VIRTUAL
Jean-Philippe Accart
Tradução: Antonio Agenor Briquet de Lemos
Brasília, DF: Briquet de Lemos / Livros, 2012.
312 p.
Valor: 49,00

ISBN 978-85-85637477


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